
“Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove. Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha. Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra. É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama…” (S.P)
— Quero você, somente você.
Não era para eu me encantar com teu sorriso, nem escolher alguma foto tua como preferida. Não era para eu gostar do jeito que você me trata e me cuida, como se eu fosse uma criança que precisa de atenção 24 horas por dia. Tudo bem que é sempre bom ter alguém e que, talvez, eu precise de atenção e cuidado redobrados, mas não era para eu gostar. Não era para eu gostar de quando você me chamasse de “amorzão”, “princesa”, “pequena”, ou qualquer coisa assim, que você aprendeu me chamar. Não era pra eu gostar de quando você teimasse comigo, quando você me irritasse ou me provocasse ciúme com as tuas amigas. Aliás, não era pra eu sentir ciúme, não era. Não era para eu gostar quando você me elogiasse, ou quando me dissesse o quanto eu sou mimada e manhosa, e o quanto você gosta de mim desse jeito. E não era para eu sorrir ouvindo isso, mas… Droga! Eu não consigo não sorrir. Não era para eu gostar quando você me acordasse com uma mensagem de “bom dia”, nem sentir falta quando você demorasse 5 minutos para me responder alguma mensagem. Não era para eu gostar tanto de ouvir você dizer que me ama, de repente, e sem querer. Não era pra eu gostar de nenhum detalhe em você, e agora eu não consigo me imaginar sem nenhum deles. Não era para eu gostar de você, e agora eu, simplesmente, te amo.
Muitas princesas morrem sozinhas à espera do seu principe encantado, esquecendo-se que seu grande amor pode ser apenas um simples plebeu.